Março
Dia 07 (Aula
1) – Apresentação e discussão da proposta do curso
Atividade 1 – Apresentação da professora e dos
alunos, enfocar a opção pelo curso;
Atividade 2 – Discussão de quem são vocês e quem somo
nós. Apresentação e discussão dos resultados das perguntas encaminhadas via
formulário google.
Dia 14 (Aula 2) – Apresentação e debate do Filme “Filhos
do Paraíso”
Filhos
do Paraíso, publicado em Cinema por Ana Vasconcelos Negrelli.
A cumplicidade entre irmãos é
algo simplesmente extraordinário. Pessoas que desde cedo estão unidas, não
apenas por laços de sangue, mas também por sentimentos de amizade, carinho,
cuidado e proteção. É sobre esse amor que fala o belíssimo filme "Filhos
do Paraíso".
O premiado filme iraniano
“Filhos do Paraíso”, dirigido por Majid Majidi, nos conta a história de dois
irmãos, Ali e Zahra, provenientes de uma família humilde de Teerã. Ali, um
garoto de nove anos, numa atuação cativante de Amir Farrokh Hashemian, leva ao
sapateiro o par de sapatos velho da sua irmã mais nova Zahra para reparos, mas
o perde no caminho de casa. O detalhe: o sapatinho perdido é o único de Zahra.
O que falar para a sua irmã de
seis anos que espera de meias o seu único par de sapatos? O que falar para os
seus pais que não podem comprar outro? Assim começa a saga de Ali e Zahra.
Na tentativa de escapar da
punição do pai e, ainda, preocupado com a situação de Zahra, Ali traça um plano
com a irmã: eles vão revezar, sem contar a ninguém, o único par de sapatos
disponível: o tênis sujo e muito velho de Ali.
A cumplicidade das duas
crianças é evidente no filme, pois mesmo muito triste Zahra aceita a proposta
de Ali. Ela ama e confia no irmão. Então, Zahra passa a usar o tênis de manhã e
o devolve na saída da escola para que Ali possa ir às aulas a tarde. A partir
daí, os irmãos passam por diversas aventuras. Tudo na tentativa de não revelar
a verdade aos seus pais e professores, assistir às aulas e cumprir suas tarefas
como se nada tivesse ocorrido.
Durante todo o filme, vemos um
Ali triste, preocupado e angustiado, que não segura as lágrimas diante das suas
limitações, mas que também não perde a determinação em solucionar o problema
sem ter que envolver o pai. Zahra mantém vivo o seu lado infantil. Em alguns
momentos, despreocupada e sonhadora, ela acredita num final feliz. É a única
que faz o irmão rir. Por meio dos seus olhos, o diretor Majid Majidi nos mostra
a esperança.
Já o patriarca da família é
mostrado como um homem bastante religioso e honesto, o que fica evidente em
vários momentos do filme. Apesar de rude, também é nítida a preocupação dele
com a esposa e os filhos.
A história mostra um lar com
muito amor, respeito, disciplina e honestidade, o que nos faz entender que os
valores familiares foram repassados para as crianças desde cedo. A valorização
da honestidade, independente das dificuldades, é destacada na película. E
assim, sem o pai desconfiar de nada, surge uma oportunidade para Ali solucionar
o problema. Uma competição entre escolas em que o prêmio para o terceiro lugar
é um par de sapatos. Mesmo com o tênis velho, que não proporciona a Ali
condições de competir de igual com as outras crianças, ele consegue se
inscrever na corrida. E quando chega o dia, ele corre, corre e corre...
Durante a corrida, cansado e
com dores, Ali busca em sua memória lembranças do amor e companheirismo da
irmã. Ele está empenhado em conseguir o terceiro lugar e, consequentemente, o
tão sonhado prêmio: um novo par de sapatos para Zahra.
A cena da corrida é muito
emocionante, mas não é o final do filme, nem o desfecho é tão previsível assim.
Se Ali ganha a corrida ou não, consegue o par de sapatos ou não, é o que menos
importa nesse filme, porque, quando os créditos sobem na tela, descobrimos que
os premiados somos nós, os espectadores, pela oportunidade de assistir um dos
filmes mais belos do cinema.
Em “Filhos do Paraíso” podemos
ver claramente, em seus personagens, o amor e a cumplicidade. E neste ponto o
filme chama a atenção e nos faz refletir. O que seria do amor sem a
cumplicidade? Saint-Exupéry afirmava: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar
juntos na mesma direção”. A cumplicidade é essencial para fortalecer as
relações, mas envolve esforço, confiança, companheirismo e apoio nas decisões a
serem tomadas. Quando existe entre irmãos é algo extraordinário, simplesmente
porque são almas que coexistem desde a idade mais tenra. Nem toda relação entre
irmãos é de cumplicidade, nem toda relação entre irmãos é de amor, mas ao
escrever sobre "Filhos do Paraíso" só há espaço para falar daqueles
irmãos que são unidos por sentimentos de amizade, de amor, de carinho, de
cuidado e de proteção.
Os irmãos que crescem juntos,
tornam-se testemunhas da vida um do outro. Não há como esconder o passado de um
irmão, nem as dores do crescimento, nem as alegrias, nem os sonhos que um dia
existiram. Quem tem irmão sempre terá alguém para lembrar a criança que um dia
fomos. Segundo a escritora Tati Bernardi: "Ter um irmão é ter, para
sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração..."
As experiências compartilhadas
tornam possível para um irmão desvendar o adulto que o outro se tornou. Quando
compreendemos uma pessoa é mais fácil lidarmos com ela. É mais fácil entender
suas atitudes, perdoar suas falhas e torcer por seus sonhos. Esse é o papel que
todo irmão deveria desempenhar na vida do outro.
Em "Filhos do
Paraíso" observamos que as palavras são desnecessárias, pois a simples
troca de olhares basta para que os irmãos se entendam.
Felizes os que dividem tal
cumplicidade, pois se tornam companheiros de uma vida inteira.
No filme Zahra poderia
simplesmente contar aos pais que Ali perdeu o seu par de sapatos, mas não o
fez. Optou pelo caminho mais difícil naquele momento, mas ganhou no final:
fortaleceu sua ligação de amor, confiança e companheirismo com o irmão. E assim
é na vida, muitas vezes precisamos escolher o caminho mais difícil para
fortalecer os laços com quem amamos.
©
obvious:
http://obviousmag.org/cinema_com_asas/2015/filhos-do-paraiso-o-filme-a-extraordinaria-cumplicidade-entre-irmaos.html#ixzz6trYGi2hi
Bibliografia Básica:
1) ROURE, Glacy Queiros de; GUIA SILVA, Neisi
Maria. Filhos do paraíso: a ética no mundo infantil. Polyphonía, v.28/1,
jan-jun, 2017. Pg183-198. (Trabalho individual 1) https://revistas.ufg.br/sv/article/view/43458
Dia 21 (Aula 3) – Unidade I – História Social da
Criança e da Infância
Tema 1 – A individualização da Infância
Atividades 1 – Apresentação do programa do curso
Atividade 2 – Apresentação e diálogos sobre os
trabalhos e avaliação do curso
Atividade 3 – Os estudantes deverão sistematizar três
ideias interessantes retiradas do texto. (Trabalho individual 2)
Bibliografia
1) GÉLIS, Jacques. A individualização da
Criança. In. ARIÉS, Philippe; CHARTIER (Orgs.) História da Vida Privada.
São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p.310-329. (vol. 3), Da Renascença ao
Século das Luzes.
2) A Invenção da Infância é um documentário de 26 minutos, dirigido
por Liliana Sulzbach, que aborda as diferentes visões da infância em
situações sociais distintas no Brasil. O filme, lançado em 2000, utiliza-se da
frase “ser criança não significa ter infância” para imprimir uma reflexão sobre
o que é ser criança no mundo contemporâneo. O documentário é um dos filmes
gaúchos mais premiados de todos os tempos, com 20 prêmios. https://www.bing.com/videos/riverview/relatedvideo?q=document%c3%a1rio+A+inven%c3%a7%c3%a3o+da+inf%c3%a2ncia&mid=47A6E75F970716D78B3347A6E75F970716D78B33&mcid=F2B89B11426D42E8BB4E2FC24233A978&FORM=VIRE
Dia 28 (Aula 4) – Tema 2 – Sentidos da Infância
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três
ideias interessantes retiradas do texto.
(Trabalho individual 3)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 1)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) KUHLMANN Jr, Moysés; FERNANDES, Rogério.
Sobre a História da Infância. In. FARIA FILHO, Luciano Mendes (ORG.) A
Infância e sua educação: materiais, práticas e representações (Portugal e
Brasil). Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Pg. 15-34.
2) VEIGA, Cynthia Greive. Infância
Modernidade: ações e sujeitos. In.
FARIA FILHO, Luciano Mendes (ORG.) A Infância e sua educação: materiais,
práticas e representações (Portugal e Brasil). Belo Horizonte: Autêntica,
2004. Pg. 35-82.
3) MARCÍLIO, Maria Luiza. História Social da
Criança Abandonada. Hucitec, São Paulo, 1998. Pg. 191-223.
Abril
Dia 4 (Aula 5)
– Tema 3 – O Sentimento da Infância
1) Os estudantes
deverão sistematizar três ideias interessantes retiradas do texto. (Trabalho individual 4)
2) Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 2)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) ARIÉS, Philippe. História Social da
Infância e da Família. Editora Guanabara S.A, Rio de Janeiro, 1978.
Pg.29-49. (As Idades da Vida).
2) ARIÉS, Philippe. História Social da
Infância e da Família. Editora Guanabara S.A, Rio de Janeiro, 1978.
Pg.40-68. (A Descoberta da Infância).
3) ARIÉS, Philippe. História Social da
Infância e da Família. Editora Guanabara S.A, Rio de Janeiro, 1978. Pg.69-81.
(O Traje das Crianças).
Dia 11 (Aula 6)
– Tema 4 – Infância Jogos e Brincadeiras
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três ideias
interessantes retiradas do texto. (Trabalho
individual 5)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 3)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) ALTMAN, Raquel Zumbano. Brincando na
história. In.: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das Crianças no Brasil. São
Paulo: Contexto, 1999. Pg. 231-258
2) HEYWOOD, Colin. Uma História da
Infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto Alegre:
Artmed, 2004, Pg. 141-158.
3) GOUVEIA, Maria Cristina. O mundo da
criança: a construção da infância na literatura (1900-1935). Tese de
doutorado, Faculdade de Educação UFMG.
Dia 18 –
Semana Santa
Dia 25 (Aula
7) – Tema 5 - Infância e as faces da exclusão
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três ideias
interessantes retiradas do texto. (Trabalho
individual 6)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 4)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) FERREIRA, António Gomes. A infância no
discurso dos intelectuais portugueses do Antigo Regime. In: FREITAS, Marcos
Cezar; KULMANN Jr., Moysés. (Orgs.) Os Intelectuais na história da infância.
São Paulo: Cortez, 2002. P-167-196.
2) HANSEN, João Adolfo. Educando príncipes no
Espelho. In: FREITAS, Marcos Cezar; KULMANN Jr., Moysés. (Orgs.) Os
Intelectuais na história da infância. São Paulo: Cortez, 2002. P-61-98.
3) ABREU, Martha. Meninas Perdidas. In.: DEL
PRIORE, Mary (Org.). História das Crianças no Brasil. São Paulo:
Contexto, 1999. Pg. 289-316.
4) SILVEIRA, Katia Pedroso. Tradição Maxakali
e conhecimento científico; diferentes perspectivas para o conceito de
transformação. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Educação, UFMG, 2010.
5) GONDRA, José G. Filhos da Sombra: os
“engeitados” como problema da “Hygiene” no Brasil. In. FARIA FILHO, Luciano
Mendes (ORG.) A Infância e sua educação: materiais, práticas e
representações (Portugal e Brasil). Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Pg. 125-143.
6) POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da
Infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999. Pg. 134-156. (A criança em
extinção)
MAIO
Dia 02 –
Feriado
Dia 09 - (Aula
8) – Tema 6 – Infância – Imigrantes - Trabalho
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três
ideias interessantes retiradas do texto.
(Trabalho individual 7)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 5)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) ALVIM, Zuleika. Imigrantes: a vida privada
na República brasileira. NOVAIS, Fernando A; SEVCENKO, Nicolau. História da
Vida Privada no Brasil. (Vol 3). Companhia das Letras, 1998. Pg. 215-288.
2) RAGO, Margareth. Do Cabaré ao Lar. Paz
e Terra. Rio de Janeiro, 2014. Pg. 156-193.
3) CATINHO. Isabel. Crianças-Migrantes no
Brasil: vozes silenciadas e sujeitos desprotegidos. O Social em Questão.
Ano XXI - nº 41 - Mai a Ago/201. pg 155
-176.
https://osocialemquestao.ser.puc-rio.br/media/osq_41_art_7_cantinho.pdf
4) MOURA, Esmeralda Blanco. Meninos e meninas
na rua: impasse e dissonância na construção da identidade da criança e do
adolescente na República Velha. Dossiê: Infância e Adolescência - Revista Brasileira de História. 19 (37) - Set 1999. https://www.scielo.br/j/rbh/a/8VRmw4qKHcp4VxGHPBsLpPG/?lang=pt
Dia 16 - (Aula
9) – Trabalho Final
Dia 23 – (Aula
10) - Unidade II – História Social da Família
Tema 1 –
Educação e escolarização
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três ideias
interessantes retiradas do texto. (Trabalho
individual 8)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 6)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) ARIÉS, Philippe. História Social da
Infância e da Família. Editora Guanabara S.A, Rio de Janeiro, 1978.
Pg.184-194. (A Rudeza da Infância Escolar e A Escola e a Duração da Infância).
2) BOTO, Carlota. O desencantamento da
criança: entre a Renascença e o Século das Luzes. In: FREITAS, Marcos Cezar;
KULMANN Jr., Moysés. (Orgs.) Os Intelectuais na história da infância.
São Paulo: Cortez, 2002. Pg.11-60.
3) FARIA FILHO, Luciano Mendes; GONÇALVES,
Irlen Antônio. Processo de escolarização e obrigatoriedade escolar: o caso de
Minas Gerais (1835-1911). In. FARIA
FILHO, Luciano Mendes (ORG.) A Infância e sua educação: materiais, práticas
e representações (Portugal e Brasil). Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Pg.
159-188.
4) Entrevista Miguel Arroyo sobre Infância e
Pedagogia. https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/1980-4512.2013n27p182/23917
Dia 27 (Aula
11) – Tema 2 – Mito da Maternidade
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três ideias
interessantes retiradas do texto. (Trabalho
individual 9)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 7)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) BADINTER, Elisabeth. O Conflito: A Mulher
e a Mãe. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2024. Pg. 17-26 (Capítulo 1 – As
ambivalências da maternidade).
2) BADINTER, Elisabeth. O Conflito: A Mulher
e a Mãe. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2024. Pg. 157-182 (Capítulo 4 – A
Greve dos Ventres)
3) BADINTER, Elisabeth. O Mito do Amor
Materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
a. O
discurso moralizador herdado de Rousseau, ou “Sophie, suas filhas e suas
netas”. (Pg. 237-241)
b. O discurso médico herdado de Freud. (Pg. 242-295)
c. As distorções entre o mito e a realidade.
(Pg. 296-331)
Julho
Dia 04 - (Aula
12) – Tema 9 – Paternidade
Atividade 1 - Os estudantes deverão sistematizar três ideias
interessantes retiradas do texto. (Trabalho
individual 10)
Atividade 2 - Trabalho em grupo (socialização das
sistematizações individuais e produção coletiva) (Trabalho coletivo 7)
Atividade 3 – Aula dialogada
Bibliografia
1) VISENTIN, Patrícia Menezes; LHULLIER,
Cristine. Representações sociais da paternidade. Fractal: Revista de
Psicologia, v. 31, n. 3, p. 305-312, set-dez. 2019. https://periodicos.uff.br/fractal/article/view/5640/22015
2) RAMOS, Joaquim; GOMES, Maria de Fátima
Cardoso. Professores Homens na Educação Inicial: um estudo de caso em uma
instituição de Educação Infantil Colombiana. Zero-a-Seis, Florianópolis,
v. 22, n. 42, p. 382-408, jul./dez., 2020.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/75742/44566
Dia 11 (Aula
13) – Convidados
Dia 18 (Aula
14) - Convidados
Dia 25 (Aula
15) – Entrega do Trabalho e Seminário Final.